Organização
é a palavra de ordem para os profissionais formados nesses dois cursos. Esses
profissionais trabalham juntos, exercendo atividades que não entram em choque;
na verdade, elas são complementares. O bacharel em Gestão da Informação tem a
tarefa de coletar, processar, armazenar e distribuir informações de empresas,
órgãos públicos e mesmo bibliotecas, com o objetivo de adequar a linguagem
utilizada pelos profissionais de determinada área ao sistema de organização dos
dados. Já quem se forma em Biblioteconomia tem outro foco de atuação. Esse
bacharel é responsável por organizar e conservar acervos de bibliotecas e
centros de documentação utilizando as ferramentas arquitetadas e desenvolvidas
pelo gestor da informação.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
O Que Você Pode Fazer
Análise
da informação:
Avaliar, selecionar, classificar e
indexar livros, documentos, fotos, partituras musicais, fitas de vídeo e de
áudio e arquivos digitais.
Gestão
de serviços de informação:
Planejar, organizar e administrar
unidades, redes, bibliotecas, museus, sistemas e serviços de documentação e
informação localizados em centros de pesquisa, centros de documentação,
arquivos pessoais e de jornais, entre outros, e centros culturais.
Consultoria
e coordenação:
Coordenar a formação do acervo, o
arquivamento dos documentos e sua conservação em empresas, banco de dados e
instituições públicas.
Gestão
do conhecimento:
Desenvolver e gerenciar mecanismos para
sistematizar o conhecimento acumulado dentro de uma organização, seja ela uma
empresa, uma ONG, uma insituição educacional ou uma associação, estimulando,
assim, sua divulgação.
Normatização:
Montar e manter bases de dados, com o
emprego de normas internacionais, como o ISO (International Organization for
Standardization).
O Mercado de Trabalho
A expansão de
instituições de Ensino Superior e de escolas técnicas aumenta as vagas para os
bibliotecários, já que esses estabelecimentos precisam organizar seus bancos de
dados e acervos. "Grande parte dos recém-formados consegue emprego com
facilidade logo nos primeiros seis meses", diz Daniela Pereira dos Reis de
Almeida, vice-coordenadora do Conselho do Curso de Biblioteconomia da Unesp de
Marília. A necessidade das empresas de obter e utilizar a informação como
ferramenta para aumentar a competitividade possibilita ao bibliotecário
trabalhar nas áreas ligadas à tecnologia e à internet. Estas são o novo
atrativo para o bacharel, que atua na organização de conteúdo em espaços
virtuais, como intranet, na gestão de serviços de informação e na avaliação de conteúdos
em bibliotecas digitais. Nesse campo, há oportunidades em empresas, centros de
documentação públicos e privados, museus, editoras e livrarias. Hospitais,
escritórios de advocacia e ONGs também são fontes de oportunidades. Os órgãos
públicos abrem concursos regulares para contratar o profissional. As
bibliotecas do Poder Judiciário são as que mais têm buscado esse bacharel.
"Outros exemplos de empregadores são a Petrobras e a Marinha",
completa a coordenadora Daniela Almeida. Ele também encontra trabalho em
centros culturais, salas de leitura e de lazer, galerias de arte,
brinquedotecas, cinematecas, pinacotecas e videotecas. São Paulo é o estado que
mais emprega, mas há boas ofertas no Rio de Janeiro e em Brasília, nas áreas de
gestão de serviços e análise de informação. Também há crescimento do mercado de
trabalho nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
Salário inicial: R$ 1.657,00 (fonte: Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Paraná).
Salário inicial: R$ 1.657,00 (fonte: Sindicato dos Bibliotecários do Estado do Paraná).
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Biblioteconomia no Sisu 1º/2012
ATENÇÃO: Dados relativos ao 1ª semestre de 2012 e que constam no site Biblio Eventos.
"Segundo o Ministério da
Educação (MEC), houve em 2012, 17.609 inscritos para 701 vagas em cursos de
graduação em Biblioteconomia nas Instituições participantes do SISU.
A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
(UNIRIO) lidera o ranking como uma das instituições mais desejadas para o curso
de Biblioteconomia.
Confira a lista de instituições mais concorridas para o
curso de Biblioteconomia no SISU 2012.
Classificação:
nº de candidato
Classificação: candidato/vaga
Até
hoje eu não entendi bem como funciona o SISU associado ao ENEM. Mas duas coisas
que ficam claras nesses dois quadros é o aumento da relação candidato vaga
comparada aos tempos dos vestibulares clássicos, quando a média nacional girava
em torno de 5 por vaga, e o aumento da oferta de vagas nos cursos de biblio.
Aumento da
oferta de vagas pode estar associada ao levante econômico do país e a
necessidade de adequação às leis que exigem ocupação de profissionais
bibliotecários.
A minha dúvida
principal é saber se essa alta relação candidato vaga representa de fato um
salto qualitativo dos alunos que ingressam nos cursos de biblio, ou se é
exatamente o contrário, uma corrida a um curso que obviamente não é a primeira
opção de nenhum vestibulando e por ter nota de corte baixa no SISU, abre espaço
para muitos novos interessados.
Mais de 17 mil
pessoas dispostas a fazer o curso como uma oportunidade dentro do sistema de
ingresso ou a biblioteconomia virou mesmo um chamariz?
Supõe-se que em
uma relação candidato vaga de grande concorrência à escala qualitativa seja
maior (melhores alunos entrando nos cursos de biblio). Mas se a nota menor
limite for muito baixa, provocando uma corrida pelo posto de menor exigência de
nota (ou como se diz, “lei do menor esforço”), então um grande volume de
candidatos pode não representar um escala qualitativa alta, pois como se diz,
se “nivelaria por baixo”.
Antes
de qualquer análise é preciso entender por completo como funciona o SISU.
Depois
é procurar saber:
-
por que a relação candidato vaga no nordeste é maior?
-
por que a unirio e a ufc oferecem tantas vagas?
-
comparado a outros cursos tradicionais, a relação candidato vaga da UFPB por
exemplo, ainda é alta?
-
a relação candidato vaga tende a aumentar, diminuir ou estabilizar nos próximos
anos?
Alguém
faz uma monografia sobre isso?
update:
Allan Ramalho me enviou as planilhas do ano passado
“Pontos percebidos na comparação 2010/2011 com 2011/2012:
- Aumento do numero de candidatos procurando por Biblioteconomia.
- A procura na UFRJ caiu
esse ano talvez por conta da nota de corte ter sido alta. E ao mesmo tempo
cresceu na UNIRIO e na UFC (Universidade Federal do Ceará) talvez por conta da
nota de corte ter sido baixa nessas instituições a ( o que pode indicar que a
qualidade dos ingressantes não é tão boa quanto das demais instituições que têm
nota de corte maior).
- Duas instituições aparecem oferecendo Biblioteconomia em
2011/2012 UFAL e UFG
- Em 2010/2011 o total foi de 9.981
vagas oferecidas para biblioteconomia, já em 2011/2012 foram 17.609 vagas.
Realmente um aumento bem grande um total de 7.628 vagas a
mais. Isso indica que Biblioteconomia está crescendo?”
Quando eu crescer quero ser bibliotecário!
Quando eu crescer quero ser
bibliotecário! Você já ouviu alguma criança falar isso?
Quando eu crescer quero ser
bibliotecário!
"Você já
ouviu alguma criança falar isso? Afinal, o que é ser bibliotecário nos
primórdios do século 21, com todo um avanço tecnológico na sociedade da
informação? Onde está a importância desse profissional e o seu reconhecimento
sócio-educativo e cultural em nossa sociedade?
FONTE: http://arquivoememoria.wordpress.com/2008/12/09/quando-eu-crescer-quero-ser-bibliotecario/
No
Brasil, temos 39 escolas de formação acadêmica de onde saímos com o grau de
bacharel (segundo dados do Conselho de Biblioteconomia da 1ª região), o
vestibular não é tão concorrido quanto os outros cursos tradicionais, que deslumbram
status, porém, na sua remuneração, esse profissional pode estar muito bem na
tabela salarial comparado a outros profissionais liberais.
Mas, voltando a
pergunta inicial, você já ouviu uma criança dizer que quer ser bibliotecária? E
os pais ficarem encantados com a escolha da profissão e saírem comentando aos
quatro cantos que seu filho vai ser bibliotecário, que ele está cursando
biblioteconomia? Provavelmente não.
E por que não?
Eis as minhas indagações: as pessoas, na sua grande maioria, não buscam a
informação além das emissoras de rádio e televisão, quando vão às bibliotecas
de suas escolas, sejam elas públicas ou privadas, raramente encontram um
bibliotecário disponível para atendê-lo. Isso quando a escola tem biblioteca e
bibliotecário.
Nas
universidades privadas e públicas, esse profissional sempre está envolvido com
processamentos administrativos ou técnicos. Nas outras áreas em que ele atua,
raramente aparece em frente a um projeto, se mostrando no sentido denotativo da
palavra, não que ele não se envolva, alguns chegam até a ser parte essencial
daquele projeto, porém ficam inibidos na hora de utilizar seu marketing
pessoal, existem exceções, mas são raras.
Recentemente, um
colega comentou que seu ex-supervisor, um homem graduado, questionou por que
precisamos cursar quatro anos de faculdade para exercer a função de
bibliotecário, tendo ele como área de percepção o espaço biblioteca, porque,
apesar de atuarmos em qualquer unidade onde possa existir informação, seja ela
bibliográfica ou não, o bibliotecário, na mente da maioria dos mortais, ainda
está vinculado às estantes de livros organizados verticalmente.
Para muitos,
faz-se necessário apenas guardar os livros nas prateleiras e emprestá-los
quando alguém precisa consultá-los ou fazer uma pesquisa. Daí eu questiono aos
colegas bibliotecários e aos órgãos de classe, que nos representam como pessoas
jurídicas, onde está a visibilidade da profissão?
Será que está
apenas em um cartaz parabenizando pelo dia 12 de Março, que comemora o dia do
bibliotecário e o nascimento de Manuel Bastos Tigre, bibliotecário que se
projetou na biblioteconomia pelas suas ações em prol da profissão, exerceu a
profissão por 40 anos sendo o primeiro bibliotecário concursado no Brasil em
1915? Onde está a nossa auto-estima?
O que fazer para
que a sociedade conheça esse profissional, que os nossos filhos nos olhem com
orgulho e que as crianças despertem o interesse em um dia, quando crescerem,
terem como opção, além da carreira das áreas médica, advocacia, engenharia, a
biblioteconomia sem se sentir pequeno, porque qualquer profissão, seja ela de
cunho liberal ou não, quando é exercida e temperada com vocação, prazer e uma
remuneração justa, merece todo o reconhecimento e respeito de uma sociedade em
desenvolvimento que tem como alicerces políticos a educação como prioridade
para alcançar o posto de primeiro mundo."
Marcos Soares
- Bibliotecário da UFPE (CRB4/1381)
Lei sobre as bibliotecas escolares
Em maio de 2010, o até então presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que obriga todas as
instituições de ensino do país a terem bibliotecas, independentemente de serem
públicas ou privadas. Pelo projeto, além de manterem uma biblioteca, as
escolas vão ter que contratar um bibliotecário para cuidar do acervo, que
deve ter, no mínimo, um livro para cada aluno. Além disso, as bibliotecas
vão contar com materiais videográficos e documentos para pesquisa e
leitura.
Segundo a presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Nêmora Rodrigues: "Nós precisamos trabalhar junto a todos os dirigentes municipais e estaduais de educação no sentido de demonstrar a eles a importância da biblioteca nas escolas com um aparelho, com um equipamento para auxiliar no projeto pedagógico da escola."
De acordo Nêmora Rodrigues, com a lei que foi sancionada, os alunos vão ter acesso à educação, como previsto na Constituição Federal. Ela comentou os benefícios da biblioteca para a população: "A biblioteca permite que a pessoa tenha um raciocínio critico e possa ler o mundo, interpretar o mundo. E ela vai ter informações utilitárias. Então, nós vamos ter um reflexo em toda a sociedade. Vamos ter melhorias na saúde, melhoria na segurança porque nós vamos ter cidadãos mais conscientes, mais éticos e com maior conhecimento. Por isso que se entende a função da biblioteca escolar como fundamental na formação do cidadão."
A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia acrescentou ainda, que, agora, são grandes as chances de despertar o gosto pela leitura entre os alunos. Os governos terão até dez anos para colocar em prática o projeto.
De acordo Nêmora Rodrigues, com a lei que foi sancionada, os alunos vão ter acesso à educação, como previsto na Constituição Federal. Ela comentou os benefícios da biblioteca para a população: "A biblioteca permite que a pessoa tenha um raciocínio critico e possa ler o mundo, interpretar o mundo. E ela vai ter informações utilitárias. Então, nós vamos ter um reflexo em toda a sociedade. Vamos ter melhorias na saúde, melhoria na segurança porque nós vamos ter cidadãos mais conscientes, mais éticos e com maior conhecimento. Por isso que se entende a função da biblioteca escolar como fundamental na formação do cidadão."
A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia acrescentou ainda, que, agora, são grandes as chances de despertar o gosto pela leitura entre os alunos. Os governos terão até dez anos para colocar em prática o projeto.
Competências do Bibliotecário
Segue
abaixo, uma tabela muito interessante acerca das competências exigidas de um
Bibliotecário em comparação com as competências exigidas pelas Organizações
atuais. Isso desmistifica a ideia de que um Bibliotecário
não precisa de habilidades específicas para lidar tanto com o ambiente que
trabalha, quanto as pessoas que ele auxilia, bem como, no exercício de sua
profissão.
Competências do Profissional da
Informação
na classificação Brasileira de ocupações
(CBO)
|
Competências Requeridas pelas
Organizações
|
Manter-se atualizado
|
Disposição para
mudanças
|
Liderar equipes
|
Liderança
|
Trabalhar em equipe
e em rede
|
Afetividade +
sociabilidade
|
Demonstrar
capacidade de análise e síntese
|
Análise e síntese /
ou avaliação
|
Demonstrar
conhecimento de outros idiomas
|
Comunicação
|
Demonstrar
capacidade de comunicação e
Negociação
|
Negociação
|
Agir com ética
|
Ética ou liderança
|
Demonstrar senso de
organização
|
Organização e
planejamento
|
Capacidade
empreendedora
|
Realização
|
Raciocínio lógico
|
Criatividade +
outras capacidades
cognitivas
|
Capacidade de
concentração
|
Atenção /
priorização
|
Pró-atividade
|
Antecipar ameaças
|
Criatividade
|
Flexibilidade /
criatividade
|
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